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Antecedentes Criminais na Contratação: É legal?

1 de ago. de 2025
2 min de leitura

Atualizado: 15 de ago. de 2025

No Brasil, a regra geral é que a exigência de certidão de antecedentes criminais de um candidato a emprego é ilegal, pois configura uma prática discriminatória. No entanto, há exceções.


​A jurisprudência sobre o tema, principalmente a do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu que a exigência de antecedentes criminais é lícita apenas em casos específicos em que a natureza do cargo justifique essa verificação.


​Casos em que a consulta é legal


​A exigência de antecedentes criminais é considerada legal quando há uma relação direta e justificável entre o histórico criminal e as funções do cargo. Isso geralmente se aplica a profissões que envolvem:


  • ​Manuseio de bens de alto valor: Acesso a dinheiro, joias ou mercadorias valiosas. Por exemplo, caixas de banco, vigilantes e transportadores de valores.

  • ​Cuidado de pessoas vulneráveis: Trabalhos que lidam com a segurança e a integridade física de crianças, idosos ou pessoas com deficiência. Um bom exemplo são os cuidadores, babás ou profissionais de creches.

  • ​Acesso a informações sigilosas: Cargos que exigem acesso a dados confidenciais ou segredos de empresa.

  • ​Trabalho em locais de alto risco: Funções que se desenvolvem em ambientes como aeroportos, portos, ou onde há risco para a segurança pública.

  • ​Serviços de segurança: Vigilantes, seguranças privados e outros profissionais que atuam na proteção de pessoas e patrimônio.

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O que acontece se a exigência for ilegal?


​Se a empresa pedir antecedentes criminais sem uma justificativa plausível para a função, a prática pode ser considerada um ato discriminatório. Nesse caso, o candidato ou empregado prejudicado pode:


  • ​Requerer uma indenização por danos morais.

  • ​Em alguns casos, ser reintegrado ao cargo, caso tenha sido demitido por esse motivo.

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No contexto da LGPD, ao contrário do que se imagina, os antecedentes penais não são considerados dados sensíveis. Ainda assim, para que sua coleta e tratamento sejam lícitos, deve existir uma finalidade clara por parte da empresa, tornando a consulta legal apenas em casos muito específicos e comprovadamente necessários para o cargo.


É importante ressaltar que não existe uma lei específica no Brasil que proíba essa exigência de forma expressa, mas a jurisprudência da Justiça do Trabalho, com base nos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e da não discriminação, considera a prática abusiva e ilegal na maioria dos casos.

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